Carolina Mueller
Ela já era formada em Psicologia. Mas, mesmo assim, passou sete anos enredada em
um relacionamento que quase a destruiu por dentro. Nada do que aprendeu na universidade a
preparou para lidar com aquilo.
Tudo começou com uma viagem que deveria ser inesquecível.
Era véspera do seu aniversário, na cidade pitoresca de Salzburgo, na Áustria. Do lado de
fora, neve. Um hotel lindo. Essa viagem especial era de presente.
Mas Carol passou aquela noite trancada no banheiro, chorando, enquanto o namorado
permanecia em silêncio, gélido, do outro lado da porta. Isso era uma punição por ela ter
ousado criticá-lo.
Ela ainda não sabia, mas aquela noite seria apenas o começo de um ciclo tóxico
que duraria sete anos.
Quando finalmente conseguiu terminar, descobriu que sair fisicamente de uma relação
abusiva não significa estar automaticamente livre dela.
Vieram as dúvidas, a culpa, os gatilhos, a abstinência, os pensamentos em círculo, o
stalking do ex e a incapacidade debilitante de seguir em frente, em paz.
Foi então que Carol percebeu que precisava parar de se culpar e entender os mecanismos por
trás disso tudo. Precisava de um caminho de cura interna e autoproteção.
Formada em Psicologia pela Universidade de Queensland, na Austrália, e mestre em Psicologia
pela Universidade de Viena, na Áustria, Carol aprofundou seus estudos sobre abuso
emocional, manipulação psicológica, controle coercitivo e trauma.
Também se especializou no tratamento de vítimas de abuso narcisista e psicopático pelo
Institute for Relational Harm Reduction.
Ao unir esses conhecimentos e aplicá-los em si mesma, conseguiu se recuperar e começar uma
nova vida, livre, segura e com um novo propósito.
Foi dessa transformação pessoal que nasceu o Método I.M.U.N.E.
Hoje, Carol se dedica exclusivamente a mulheres que viveram relacionamentos amorosos
tóxicos e abusivos. Já ajudou mais de 2.000 alunas, reúne mais de
200 mil seguidores no Instagram e YouTube e participou duas vezes da
TV Brasil como especialista no tema.
Sua missão é ajudar mulheres a se libertar, se reconstruir e desenvolver recursos para
nunca mais serem vítimas e construírem novos relacionamentos saudáveis.
Porque sobreviver ao abuso não é o fim da história. É apenas o começo da volta
para si mesma.